A vida não é fácil para as mulheres, que com a modernização, passaram a ter um aumento nas jornadas de atuação. Elas se esforçam para atingirem a perfeição em todos os campos, ou seja, como mães, namoradas, esposas, profissionais, donas de casa e boas filhas.
Muitas vezes chegam em consultórios cardiológicos preocupadas com a saúde do marido, porém, estão pouco informadas sobre os riscos que as atingem. Por isso, é importante saber que:
a maior causa de morte em mulheres é devido a doença cardiovascular, com oito milhões de mortes por ano. Este número é oito vezes maior do que o de mortes por câncer de mama;
o uso concomitante de pílula anticoncepcional e tabagismo é falta grave e pode acarretar morte súbita por embolia pulmonar;
hipertensão , tabagismo e pílula anticoncepcional é uma mistura ainda pior. Consulte seu médico;
reposição hormonal tem indicações, com começo, meio e fim, por isso evite automedicação. Informe-se com seu ginecologista.
o infarto em mulheres tem pior evolução quando comparados ao sexo oposto;
a segunda causa de morte é por câncer ginecológico;
a partir dos 50 anos, aumentam as chances de câncer de intestino.
Portanto, toda mulher deve:
realizar avaliação com clínico geral ou cardiologista para rastreamento de fatores de risco para doenças cardiovasculares;
realizar consultas periódicas com seu ginecologista e seguir as recomendações sobre papanicolaou, uso adequado de método anticoncepcional, prevenção de osteoporose e medidas para aquelas que planejam uma gestação;
acima de 40 anos é fundamental fazer uma avaliação cardiológica anual, mamografia e papanicolaou anual e densitometria óssea (caso normal, repeti-la a cada três anos);
acima de 50 anos: acrescentar avaliação proctológica (pelo aumento da incidência de câncer de intestino). Atualmente preconiza-se a colonoscopia como método de rastreamento, com repetição do exame a cada cinco a dez anos;
acima de 65 anos: realização de audiometria.














